sexta-feira, 10 de junho de 2011

VIOLÊNCIA ESCOLAR: COMO COMBATER?

PROJETO INTERDISCIPLINAR
PROMOÇÃO DA SAÚDE DE QUALIDADE DE VIDA
Professora Esther Araújo


CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA
NO AMBIENTE E NA SAÚDE DO PROFESSOR

Por Aline Bides
Claudete Villela
Kátia Matos
Lúcia Silva
Maria Cristina Guerreiro

Um bom profissional de educação deve ser consciente, reflexivo e responsável, capaz de sensibilizar a si e seus alunos quanto a temas de prevenção a saúde. No entanto, pesquisa realizada por Esteve (1999) com professores europeus e pesquisa realizada por Codo (1999) com professores brasileiros, entre outras pesquisas, apontam que nos últimos vinte anos os pedidos de licença para tratamento de saúde vem aumentando consideravelmente.
No intuito de investigar quais as conseqüências da violência no ambiente e na saúde do professor, apresentamos o projeto interdisciplinar que perpassa as seguintes etapas:
·         Discussão em grupo para elaboração do instrumento de pesquisa;
·         Aplicação do instrumento de pesquisa para 12 professores das redes pública e privada do município do Rio de Janeiro;
·         Tabulação das respostas do instrumento de pesquisa por meio de tabelas e gráfico;
·         Análise dos dados obtidos.

Perfil dos Professores Entrevistados
A definição do perfil dos professores entrevistados se dá a partir dos dados de identificação dos professores no instrumento de pesquisa elaborado para o presente projeto.
Foram entrevistados 12 professores, com idades variando de 21 a 52 anos de idade. Quarenta e um por cento deles são formados em Pedagogia e o mesmo percentual atuam na Educação Infantil. O tempo de atuação dos professores varria de 2 a 20 anos de serviço, com 66% deles atuando em instituições públicas.

Relações da violência no ambiente e na saúde do professor
A fim de verificar como vai a saúde do professor no contexto em que estamos inseridos, o grupo elaborou um instrumento de pesquisa contendo dez questões objetivas, solicitando aos entrevistados argumentações a respeito de algumas de suas respostas.
A partir das respostas obtidas com o instrumento de pesquisa, apresentamos o seguinte gráfico:
De acordo com o gráfico, podemos fazer as seguintes análises:
Questão 1: 100% dos professores incentivam hábitos de higiene em sua turma.
Questão 2: oito professores  afirmam que não se observam pixações nas carteiras, salas e corredores, o que representa a maioria dos entrevistados.
Questão 3: 4 professores entrevistados passaram por constrangimentos, sendo que um presenciou arremesso de cadeiras e agressões físicas;  um afirmou ter sido agredido por alunos e ter sido chamado a atenção perante outros colegas de trabalho; um foi agredido verbalmente por responsáveis dos alunos e outro recebeu ameaça do responsável pelo aluno e sofreu ofensas verbais.
Questão 4: apenas 2 dos professores entrevistados necessitaram ser afastados do trabalho por problemas vocais, sendo que um foi no início da carreira e outro por ter perdido a voz.
Questão 5: 50% dos entrevistados contam com ar refrigerado nas salas de aula em que atuam.
Questão 6: mais da metade dos professores apontam que na instituição de ensino ouve-se sons de ruídos das avenidas ou ruas próximas, o que compromete a concentração e aumenta o desgaste da voz do professor.
Questão 7: apenas 3 professores afirmam que fazem uso de microfone na sala de aula.
Questão 8: 4 entrevistados destacam que as condições físicas da escola são comprometidas.
Questão 9: 2 professores apontam que a poeira lhes causa alergia na instituição de trabalho.
Questão 10: 3 professores afirmam necessitar acompanhamento psicológico devido à pressão cotidiana e demanda de trabalho, depressão e esgotamento físico e mental.

Considerações finais
Após a observação das nossas escolas de atuação, discussões em aula, leituras, noticiários e das entrevistas realizadas, podemos afirmar que a escola encontra-se doente e que o centro do seu trabalho já não é mais apenas o conhecimento.
Dos aspectos evidenciados pela entrevista, o de maior impacto está nas ameaças e agressões sofridas pelos professores por parte dos responsáveis pelos alunos, o que subentende que, se os pais assim o fazem, os filhos seguem os exemplos dos pais e se sentem no direito de agredir os professores da mesma forma.
Destaca-se também a presença de sons e ruídos das avenidas e ruas próximas das escolas que são apontados por mais da metade dos entrevistados. O número de alunos cada vez maior nas salas de aula somado aos sons de ruídos externos exige maior esforço do professor, gerando problemas da voz.
Por fim, apontamos a necessidade de acompanhamento psicológico destacado pelos  professores entrevistados. O número de alunos cada vez maior nas salas de aula, a responsabilidade com o desenvolvimento dos alunos, os baixos salários, a dobra de turnos de trabalho, as condições físico-estruturais das escolas, a insegurança, entre outros aspectos, levam ao esgotamento físico e mental. Daí poderíamos questionar: o que fazer? A quem recorrer?
O que sabemos é que muitos problemas como os apontados pelos professores entrevistados são fatos corriqueiros no contexto escolar e o que desejamos saber é quando os órgãos públicos vão começar a mobilizar esforços para mudar essa realidade.



Violência Escolar e saúde do Professor - Simone de Fátima, Margareth, Cida Nascimento e Natalia Pinheiro

Hoje é perigoso ser professor é preciso aprender a driblar diariamente o medo promovido pela violência nas escolas. E também temos os problemas de saúde que vitimam os professores (as dores físicas provocadas, os calos nas cordas vocais) os riscos não são poucos ainda mal retratados como doenças causadas pelo exercício do magistério.
Não podemos negar os diversos vetores presentes no cotiano escolar que levam o adoecimento do professor, dentro dos quais se encontra as políticas educacionais e modo de organização do trabalho docente.
Ser professor e estar numa roda viva onde o professor busca a todo momento e em condições adversas de trabalho a apredizagem do aluno.
é preciso que a questão da violência escolar seja tratada como algo que precisa ser debatido com todos: somente juntado forças, discutindo, elaborando bons projetos de inclusão, de melhoria das condições de vida dos professores e outras medidas é que superaremos esses problemas e teremos uma educação de qualidade. Como mostra os graficos a baixo:






Entrevista - Saúde e qualidade de vida do professor.


AVM - Faculdade Integrada
Curso: Pedagogia Disciplina: Promoção da Saúde e Qualidade de Vida
Alunas: Adriana Carneiro Da Rocha; Ana Alice Gomes dos Santos; Ione da Silva Gomes Ferreira; Nabia Bokehi Bonanno; Suzana Ribeiro Soares.
Professora: Esther Araújo




Projeto Interdisciplinar



Tema: Quais as conseqüências da violência no ambiente e na saúde do professor?



INTRODUÇÃO



Foi realizada uma pesquisa em 20 professoras, das quais ¼ lecionam em escolas públicas e as outras 3/4 em escolas particulares. O recurso utilizado foi uma entrevista em que as perguntas tiveram como foco avaliar a relação entre as condições de trabalho e o bem-estar das professoras. Percebe-se nas respostas o quanto elas podem ser tendenciosas por serem aplicadas nas escolas em que trabalhamos. Ainda assim, elaboramos um gráfico retratando as porcentagens correspondentes as questões levantadas pela pesquisa.



ENTREVISTA E ANÁLISE



Através do gráfico constatou-se que 65% das docentes, tanto as que lecionam em escolas públicas quanto nas particulares, utilizam transporte público no deslocamento para o trabalho. Conhecendo as péssimas condições dos transportes oferecidos no Rio de Janeiro, podemos afirmar que a maioria das professoras, dependendo do lugar onde moram, distante ou não do trabalho, encontram problemas em relação ao longo tempo que levam para chegar ao seu destino, somando-se o tempo de espera da condução ao tempo do trajeto. Sem contar com a falta de manutenção e o desconforto, pois normalmente existem mais passageiros do que transportes, e isso englobam os ônibus, metrôs e principalmente os trens.
Outro item avaliado foi a alimentação. Independente da opção de 65% das professoras feita pelo fast-food, o que é sobejamente conhecido como péssimo para a saúde e bom para o consumo. Deveríamos nos preocupar também em observar o tempo destinado à alimentação e à digestão desta alimentação; mesmo que muita gente considere que o problema está todo só na comida. Precisamos estimar o gasto calórico no ofício dos professores nos últimos anos, considerando que os ambientes de trabalho mudaram muito, já que os deslocamentos dentro da própria escola estão diminuídos por conta da tecnologia e do progresso.
Durante anos, o papel da atividade física no problema da obesidade foi pouco contemplado. Com este vetor da contemplação podemos explicar as mudanças nos padrões de ganho de peso, não atribuindo somente a ingestão de alimentos. Faz-se necessário pensar na atividade física como conceito mais robusto do que apenas atividade física recreativa. Eliminamos a atividade física de nossas vidas. Precisamos encontrar maneiras de inseri-la em nossas vidas, como por exemplo, voltar a subir escadas, utilizarmos menos carro e /ou condução, privilegiando as caminhadas. Mesmo constatando em nosso gráfico que 50% do grupo docente realiza alguma atividade física disponibilizada pelo trabalho, devemos pensar em uma vida menos sedentária e presa a computadores e internet.
Notou-se uma harmonia no ambiente de trabalho das professoras entrevistadas, as relações estabelecidas são satisfatórias chegando a atingir a marca de 90%. Como preconiza Paulo Freire, o que solidifica um grupo é uma tarefa em comum. Objetivos claros e em comum tem como desdobramento uma parceria, uma identificação entre os pares; o que não elimina os ruídos entre eles e que devem ser trabalhados dentro de um projeto político pedagógico e uma formação continuada dentro da escola. Dentro desta perspectiva, faz-se necessário uma análise crítica da opinião de cada um para atingirmos um consenso sempre.
Na idealização de um espaço escolar, é indispensável priorizar a construção arquitetônica a que ela se destina. Sendo esta avaliada, em suas condições acústicas, de forma positiva por 60% das professoras. Para além da acústica, não devemos só nos deter as melhores ou piores condições de sala de aula e números de alunos. É importante observar como o professor cuida de suas cordas vocais: se bebem água para lubrificá-las; se ele é centralizador, necessitando gritar para ser ouvido; ou se é um professor mais mediador junto ao seu grupo, o que traz mais conforto e cuidado para lhe dar com este problema.
O exercício da profissão traz realizações afetivas e subjetivas secundárias a 70% das professoras, já que com 75% de respostas negativas, demonstraram insatisfação com a remuneração. O afeto que se encerra na profissão docente é de um ofício quase que artesanal e artístico, como de um maestro regendo sua orquestra. Avaliamos aqui, uma falta de conscientização e valorização desta profissão. As ações deveriam ser mais politizadas para que pudéssemos ganhar um melhor e maior reconhecimento, em relação as nossas condições de vida e ao nosso papel na sociedade.
As leis não são eficazes, responderam 90% das entrevistadas. Não se constituem como objetivos nacionais, devido à instabilidade dos poderes constitucionais e pela falta de continuidade das legislações vigentes de cada governo. Vale ressaltar que não há uma política pública efetiva de proteção no ambiente de trabalho, ou seja, não há garantias que materializem o direito constitucional à saúde e a segurança ocupacional nesta categoria profissional. Por um longo período a vida social, intelectual e as péssimas condições laborativas da categoria docente permaneceram invisíveis.

A entrevista revelou-nos ainda que, apesar das precariedades, 45% dos docentes, não com muita freqüência, vão ao cinema, teatro, lêem um livro ou jornal. Muitas delas acreditam que ler as manchetes de jornais é suficiente para ficarem a par do que acontece no mundo e se sentirem informadas. É preciso respirar cultura para disseminar cultura. Como podemos valorizar a literatura, os meios de comunicação, a arte (museus, teatro, cinema show) junto aos nossos alunos se nós mesmos não os praticamos?

O estudo revelou que 70% dos profissionais conhecem a Síndrome de Burnout, o que nos causou grande surpresa. Será mesmo? Nas respostas constatamos que 30% ainda não têm conhecimento de algo tão significativo para sua vida e profissão.

CONCLUSÃO

A entrevista nos revelou, que a violência envolvendo condições de trabalho e saúde dos professores, vem ocasionando estagnação, falta de reflexão crítica, informação e orientação para a garantia de melhores dias destes profissionais.
É essencial que haja uma efetiva conscientização da necessidade de se introduzir políticas públicas que visem o melhoramento das condições do ambiente de trabalho dos docentes, para que possam exercer a profissão com saúde e dignidade, e que os próprios profissionais reconheçam a precariedade laboral que os envolvem, a fim de que lutem por uma melhor qualidade de trabalho e de vida. A saúde deve ser tratada como um tema transversal que permeia toda a prática educativa e não como uma disciplina a parte. Deve estar incluída em nosso Projeto Político Pedagógico para que possamos trabalhá-la de forma multidisciplinar em nossos planejamentos, e que todos tenham a consciência da função que a escola exerce na melhoria da saúde e qualidade de vida em nossos dias e nos dias que virão.


Referências Bibliográficas: Apostila e aula presencial da disciplina Promoção de Saúde e Qualidade de Vida – Esther Araújo.




quarta-feira, 8 de junho de 2011

PROJETO INTERDISCIPLINAR DE PROMOÇÃO DA SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

A VIOLÊNCIA E A SAÚDE DO PROFESSOR

O presente trabalho tem como objetivo levantar questões a respeito da saúde do professor e a influência da violência no dia-a-dia da escola. Foi utilizado um questionário com algumas perguntas tomando por base o Projeto Político Pedagógico de uma Escola Municipal visitada, que optou por utilizar em seu Tema Gerador a questão da sustentabilidade com o Tema : “Planeta Sustentável __ O Futuro a gente faz agora”, utilizando-se da Ética, da Saúde, do Trabalho, Meio Ambiente e Cultura, para desenvolver ,em sala de aula, reflexões a cerca da qualidade de vida e o desejo de organizar ações que possam ajudar a preservar o meio ambiente da violência cometida, cotidianamente, pela desinformação, pela exploração gananciosa de recursos, pela má distribuição de rendas, pela discriminação, pela péssima condição de trabalho, e tantas outras questões que alteram , consideravelmente, a sociedade e a saúde do professor.
Num mundo cada vez mais globalizado e hostil, o homem passou a refém de um sistema opressor e injusto. Sistema este que tem como única prioridade o acúmulo de riquezas e a distribuição de miséria.
A escola constitui-se como espaço legítimo para a formação de sujeitos sociais, ou seja, jovens e adultos possuidores de saberes, capazes de intervir positivamente no seu ambiente mais próximo e de lutar pelos seus direitos e pela qualidade de vida.
A compreensão da saúde como um fenômeno amplo e emergente das relações sociais implica uma discussão sobre valores individuais, coletivos e sobre as formas de organização da sociedade.
O professor está situado entre o papel divino de ser educador e o descaso com que é visto pela sociedade, além da desvalorização da educação.
Segurança, saúde, cultura, educação, inclusão social, limpeza pública e outros problemas, estão inseridos no debate ambiental e devem ser tratados em conjunto.
O mundo sofre impactos ambientais decorrentes das atividades humanas e a violência é um problema ambiental que está ligado a tantos outros.
Diante da ausência de políticas públicas que valorizem a educação, podemos afirmar que há sofrimento no professor, que se vê encurralado pelas novas regras de funcionamento de um mundo do trabalho pautado por políticas que privilegiam certos modos de viver, certos modos de trabalhar.

Há necessidade de se montar um sistema baseado nos valores educacionais, onde o aluno deve ser levado a conhecer a verdade a respeito de todas as coisas e de si mesmo. A escola deve informar ao aluno de que a violência tem origem no ego, que dá origem à miséria, ao desemprego, à favelização, à violência em geral.
A escola não muda a sociedade, mas pode constituir-se, não apenas como espaço de reprodução, mas também como espaço de transformação. O tema Ética traz a proposta de que a escola realize um trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral.
Trabalhar os temas que emergem no cotidiano da escola, no seu entorno ou temas mais amplos, investigando suas causas e origens, confere a possibilidade de romper mitos e preconceitos e ainda desenvolver uma perspectiva crítica das ações educativas e relação ao meio ambiente.
Desse modo, no âmbito da cidadania, um caminho possível para romper ideologias individualistas e totalitárias, tão impregnadas no dia-a-dia, é a formação do ser humano como “sujeito de direito”                ( CANDAU, 2000 ).
“Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.” __ Paulo Freire

O Trabalho na íntegra , com as respostas dos professores da Unidade Escolar em questão , encontra-se no Web Ensino no Ambiente de grupo.

GRUPO PRÓ-ATIVOS
Claudia de Azevedo Lima
Danielle Araújo Cortat
Joselita da Silva Estevez Pacheco
Laís de L. Nunes Magalhães
Marcos Antônio Diniz
Regina Célia C. Veneno





Projeto Interdisciplinar de Promoção da Saúde e Qualidade de Vida

2º Período
Grupo: Grupo de Apoio Pedagógico
Componente: Fatima Alessandra Borges Piemonte



AMBIENTE DE TRABALHO E SAÚDE DO PROFESSOR
O objetivo dessa pesquisa são as atitudes, decisões e ações em sala de aula que se tornam essenciais para criar um ambiente motivador e saudável em relação a saúde docente.
Nesta pesquisa, apresenta-se uma investigação realizada com professores do Ensino Publico e Privado, no qual se procura determinar a vulnerabilidade ao stress.
Foi aplicado um questionário com 20 professores do Ensino Básico para avaliar a vulnerabilidade ao stress, identificar fontes, estratégias de coping (lidar com, enfrentar, encarar, ultrapassar) e a importância da autoeficácia. Esta investigação é descritiva e correlacional porque analisa a influência da autoeficácia e das estratégias de coping em relação ao stress.
A pesquisa revela que a maioria dos docentes são vulneráveis ao stress, apontando que os comportamentos inadequados dos alunos são as principais causas.
As estratégias de controle são as mais utilizadas pelos participantes para enfrentar esse conjunto de perturbações. Os professores não vulneráveis ao stress utilizam principalmente a estratégia do controle e apresentam níveis mais elevados de eficácia perante a adversidade, bem como de iniciativa e persistência em relação aos professores vulneráveis ao stress.
Participaram neste estudo 10 professores do Ensino Fundamental I (1º ano ao 5º ano) e 10 professores do Ensino Fundamental II (6º ano ao 9º ano).

Refletir sobre o campo saúde do trabalhador é o objetivo deste estudo. Busca-se sublinhar o significado das condições de trabalho para o ser humano do ponto de vista da saúde.
O desgaste emocional a que pessoas são submetidas nas relações com o trabalho é fator muito significativo na determinação de transtornos relacionados ao estresse, como é o caso das depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, doenças psicossomáticas, etc. Em suma, a pessoa com esse tipo de estresse ocupacional não responde à demanda do trabalho e geralmente se encontra irritável e deprimida.
Um dos agravantes do Estresse no Trabalho é a limitação que a sociedade submete as pessoas quanto às manifestações de suas angústias, frustrações e emoções. Por causa das normas e regras sociais as pessoas acabam ficando prisioneiras do politicamente correto, obrigadas a aparentar um comportamento emocional ou motor incongruente com seus reais sentimentos de agressão ou medo.
O extremo oposto, ou seja, ter uma vida sem motivações, sem projetos, sem mudanças na ocupação ao longo de muitos anos, sem perspectivas de crescimento profissional, assim como passar por período de desocupação no emprego, também pode provocar o mesmo desenlace de Síndrome de Burnout. Mesmos sintomas podem surgir em ambos os casos, ou seja, falta de autoestima, irritabilidade, nervosismo, insônia e crise de ansiedade, entre outros.
A esperança e autoconfiança, perspectiva ou expectativa otimista, é uma das motivações que mais aliviam as tensões do cotidiano. Saber (ou achar) que amanhã será melhor que hoje, ou o mês que vem melhor que este, ou ano que vem será bem melhor, etc, são sentimentos que aliviam e minimizam a ansiedade e a frustração do cotidiano.
Está claro que na falta das boas perspectivas ou, o que é pior, na presença de perspectivas pessimistas, a pessoa ficará totalmente à mercê dos efeitos ansiosos do cotidiano, sem esperanças de recompensas agradáveis. Há ambientes de trabalho onde o futuro se mostra continuamente sombrio. É completamente falso acreditar que funcionários temerosos produzem mais. O medo motiva para a ação durante um breve período de tempo, mas logo sobrevem o estado de esgotamento com efeitos imprevisíveis.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
JESUS, S. Perspectivas para o docente Bem-estar: UMA Lição de Síntese. Porto: ASA. 2002
Fonte: Revista Nova Escola, Editora Abril





















quinta-feira, 2 de junho de 2011

“VIOLÊNCIA E ESCOLA”: RELAÇÃO ENTRE AMBIENTE DE TRABALHO, VIOLÊNCIA E SAÚDE DO PROFESSOR.

GRUPO: CONHECIMENTO (2° Período)
COMPONENTES:
BIANCA DE BRITO ORMOND
CLAUDIANE FERREIRA GOMES
FERNANDA SOARES NOTAROBERTO
LUIZ ANTONIO COSTA TARCITANO
MÔNICA VERAS DE SOUSA

Diversas pesquisas mundiais revelam que os educadores estão propensos a sofrer problemas de saúde, em virtude das dificuldades ambientais e da crescente violência relacionadas ao exercício da atividade docente. O grupo pretendeu estimar a ocorrência de transtornos na saúde dos professores da rede pública de ensino do Rio de Janeiro, e investigar a associação com as características do trabalho docente. Para isso, utilizou-se, na população estudada, um questionário dirigido com respostas do tipo sim ou não. Participaram da pesquisa, 38 professores(as) do ensino fundamental e médio de quatro escolas (duas estaduais e duas municipais) da regional supracitada. As alterações na saúde e na qualidade de vida foram expressivamente relacionadas a tormentos com a violência e com as péssimas condições ambientais (ambiente físico e conforto no trabalho); e organizacionais, pouca autonomia, baixa criatividade e pouco tempo para planificação das aulas. Os resultados demonstram uma realidade crítica em relação à saúde da população pesquisada e aprovisionam dados estáveis para a proposição de medidas com vistas à melhoria das condições de trabalho docente.

O estudo incidiu sobre as condições de trabalho, ambientais e organizacionais, e indicadores selecionados de saúde dos professores do ensino fundamental e médio das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro, tudo consubstanciado pela violência crescente no espaço escolar.

O questionário, que foi aplicado de forma impessoal e anônima, teve o fito de reunir dados e fatos sobre alguns problemas de saúde e trabalho sentidos pelos professores entrevistados. Estes foram confrontados em relação ao conjunto de questões abordadas em cada tópico do questionário, a saber: (a) características pessoais; (b) conduta referente à saúde e à morbidade inventariada; (c) inserção no trabalho; (d) carga horária de trabalho; (e) experiência com a violência dentro e fora da escola; (f) doenças pré-existentes; (g) recursos disponíveis para o trabalho escolar; (h) ambiente físico na escola. A grandeza da associação de cada fator com a presença de transtorno de saúde foi aferida por significância estatística.

Evidenciou-se uma correlação de perturbações na saúde dos professores respondentes, principalmente, daqueles que confessaram ter sofrido episódios de agressão por alunos, por pais de alunos e por pessoas entranhas ao ambiente escolar. Outrossim, os aspectos físicos do ambiente de trabalho também foram relevantes na gênese das enfermidades, haja vista que um longo período de tempo dedicado à atividade laboral em ambientes com graus consideráveis de desordem, calor e barulho pode causar stress, cefaléias e neurastenia.

Os resultados sobrelevam a necessidade de se avançar nos estudos sobre essas perturbações clínicas e sobre o labor docente, com o objetivo de se entender melhor as aproximações vislumbradas e embasar estudos que almejem aprimorar o regozijo no trabalho e visem promover a saúde dos professores.

Mister se faz que o problema da violência escolar seja debatido por todos: alunos, pais, professores e autoridades. Somente unindo energias, investigando, executando bons planos de inclusão, de melhoria da qualidade de vida dos professores, dentre outras providências, é que suplantaremos essas contrariedades e obteremos uma educação de qualidade.

A magnitude da ocorrência de problemas de saúde em professores demarcada nesse estudo, e sua correlação com os tópicos investigados demonstram a necessidade de ações que melhorem as condições do trabalho docente. Essas ações, bem como a pesquisa integral encontram-se disponíveis em: Biblioteca > Ambiente de Grupo > Área de Publicação – Web Ensino. Vale a pena conferir!!!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRETO, Margarida. Violência, Saúde e Trabalho. Educ/Fapesp: São Paulo, 2003.

CORTÊZ, José de Angelis. Epidemiologia: conceitos e princípios fundamentais. Varela: São Paulo, 1993.

GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira. A Síndrome do Medo Contemporâneo e a Violência na Escola. Autêntica: Belo Horizonte, 2008

MOURA, Edílson. A Violência escolar e a Saúde do Professor. Disponível em: http://dilmanarede.com.br/paulosoares/ananindeuadebates/a-violencia-escolar-e-a-saude-do-professor. Acesso em: 24 de maio de 2011.

SILVA, Paulo Sérgio. Saúde Mental do Professor. Expressão e Arte: São Paulo, 2006.

VIEIRA, Sônia. Introdução à Bioestatística. Campus: Rio de Janeiro, 1998.






Projeto Interdisciplinar de Promoção da Saúde e Qualidade de Vida


Questão norteadora: Quais as consequências da violência no ambiente e na saúde do professor?
Texto de apoio: Saúde Docente: uma realidade a ser enfrentada a caminho do bem-estar e da realização profissional

Elabore um instrumento de coleta de dados qualitativo (entrevista ou questionário), buscando comprovar a hipotética relação entre ambiente de trabalho, violência e saúde do professor.

Aplique em 20 professores (da rede publica ou particular), contendo, além das questões elaboradas pelo grupo, a identificação pessoal do entrevistado (Gênero, Idade, Formação, Tempo de atuação, Público/Segmento Atendido)

Analise as respostas e faça a possível relação entre meio, ambiente, condições de trabalho e violência na saúde do trabalhador

Dicas: Elabore gráficos ou tabelas para facilitar a análise geral. Tente formular um instrumento de coleta de dados contendo questões abertas (pergunta direta) e fechadas (múltipla escolha). Evite ultrapasse a 10 questões.

Poste o resumo do seu projeto aqui.